Hoje na sala de aula aconteceu uma coisa chata.
Tem uma colega de sala que é engraçada, no modo de se expressar e tals e a gente em toda pandeguice imita a moça como fazemos com todos da sala de aula, como fazemos umas com as outras em nosso grupinho. Aí que sábado rolou um churrasco da sala e lá conversando acabamos contando pro ser que a gente imitava ela. Achamos que tudo bem, eu, por exemplo, acharia legal que alguem dissesse que imita a mim, acharia isso sublime, uma pessoa que se mostra e que não tem vergonha nem medo de contar algo assim por mais que a outra pessoa não goste. Isso se chama sinceridade. Pensamos que a moça não tinha se sentido ofendida, tanto que ela até foi ao churrasco parte dois, que fizemos, só nós, o grupinho de sempre.
Aí que hoje minha amiga Prodígio perguntou pra tal moça se ela tinha recebido o pedido de adição no Orkut (sim, ainda existe gente que usa Orkut) e a babaca falou em alto e bom som pra quem estivesse na sala ouvir (uymas 40 pessoas) que NÃO, que ela não adicionaria Prodígio. Na hora, no ápice do mau humor que eu estava quase dei uma resposta e olha que nem era comigo, mas tava mexendo com amiga minha e isso eu não curto. Depois ficamos sabendo que ela não vai adicionar porque ela não gostou de saber que a gente a imita. Sério, se for assim a sala toda tem que parar de falar com a gente e temos que parar de falar umas com as outras.
Achei isso de uma babaquice sem tamanho, coisa de gente otária. Principalmente porque mexeu com amiga minha, amiga essa que ontem ficou me ouvindo chorar até umas dez da noite sem ter nada a ver com o que eu estava falando, só ouviu, assim como a Barbie ouviu hoje. E é isso.
Se mexeu com alguém que eu gosto, entra pro meu caderninho preto (só lista negra não da, já é um caderninho preto). Da mesma forma que defendo com unhas e dentes quem gosto eu não gosto que defendam gente que eu não gosto, gente que pertence a esse caderninho preto imaginário...
Se for defender quem não gosto, quem eu acho que fez mal pra gente que eu gosto, por favor, não façam isso pra mim, não adianta defender quem eu não gosto, porque nisso, o que a pessoa consegue não é fazer eu achar que a pessoa defendida é maravilhosa, pode até acontecer dessa pessoa que defendeu quem eu não gosto entrar também no caderninho preto. Porque se uma pessoa sabe que não gosto de outra tem que ao menos imaginar que eu não vou gostar tambem que a defenda, o que acaba sendo pior quando a pessoa realmente sabe que você não gosta de outra, defende essa outra e ainda acha ruim quando você fala que não gosta que defenda esse ser em questão e que ao defender esse ser, está ofendendo a mim, está magoando a mim.
O que faz chegar nos princípios do adeus. Porque quando alguém pensa que te conhece, deveria saber que o que doeu mais foi o ato de defender pra mim, não o ato de defender em geral, tanto porque eu acho que as pessoas tem que ter gente que inteceda por elas, por mais que eu não goste, mas não sou obrigada a ficar tendo essa devoção toda estampada e esfregada na minha cara. E isso fez com que chegasse ao fim uma coisa legal, uma das melhores fases da minha vida, um sentimento que acabei perdendo por isso e que por mais que as coisas voltem a ser como antes, sinto agora, com todo pesar que meu sentimento já não é mais o mesmo. E que talvez o adeus seja a decisão mais acertada.
15.6.11
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