14.1.10

ATUALIZANDO... II

Mas como diz meu tio, tirando o que está errado, tá tudo certo...

Vou mudar de cidade, mais uma vez e não, dessa vez não estou feliz com tal mudança...



Significa que depois de quase três anos morando sozinha vou voltar a morar com minha mãe, significa que vou perder minha liberdade mas eu só decidi isso porque quero descansar um pouco... trabalhar do tanto que trabalho e ganhar pouco e ainda ter que arcar com as despesas de casa.... not my cup of tea...



Mas de certa forma estou feliz, aliás, eu descobri que realmente sou feliz! Sei lá quando me dei conta disso mas o importante é que percebi...


Claro que tenho meus dias tristes, minhas neuras, minha falta de confiança em tudo e em todos mas isso também faz parte de mim. O mais legal é que fora desses dias eu sou feliz... eu antes pensava que era uma pessoa triste que ficava fingindo felicidade mas é o contrário, sou uma pessoa feliz que finge tristeza, ou não finge, sei lá! Mas sou feliz, claro, do meu jeito...


Meu tipo de felicidade é aquele de gostar de ficar sozinha, pensando em muitas cores, de fazer coisas só pra mim, de chorar quando quero chorar e de rir quando quero rir... e de chorar de rir...

Esse tempo de solidão que, deixando bem claro, escolhi tentar por um ano e acabou virando quase dois (sim, porque até no período de periguetagem extrema eu continuava sozinha, sem ter ninguem em mente nem me dedicar a alguem) foi a melhor coisa que fiz por mim. Eu realmente precisava de um tempo pra pensar no que quero e no que não quero, no que faço bem por fazer e no que se eu fizer vai me fazer mal. Não é saudável viver sempre na corda bamba, ainda mais quando se é uma pessoa que se joga em tudo: em relacionamentos, em trabalho e em mais um monte de coisa.


Descobri também que muitas coisas que eu imaginava mega interessantes não são mais nada... Minha mania de achar que monogamia é contra a natureza afinal, somos sanimais e temos desejo caiu por terra ao descobrir que, enfim, poligamia não é DA MINHA NATUREZA. Descobri que minha capacidade de amar (sim, eu falei amar, antes eu tinha acho que alergia a essa palavra, mas calma! a palavra casamento ainda me da brotoejas) existe e é muito maior que eu pensava.

E principalmente distancia não é nada perto de algumas coisas que vivi... e me dei conta disso hoje mesmo, ouvindo o show de rádio de uma dupla conhecida... aquela música nunca vai sair de mim porque de tudo que ela envolve, inclui quilômetros chorados e mãos encostando no vidro do aeroporto em um ultimo gesto de despedida... e que aquele foi o 'adeus' de uma história de alguns dias mas que só de ouvir aquela maldita e inesquecível música me fez perder o chão e lágrimas apareceram em uma pessoa que não produz lágrimas direito... Fingi sim que não mexeu mas isso eu não posso esconder pois é também uma parte de mim... a capacidade de amar e odiar a mesma pessoa ao mesmo tempo... E de só gostar dessa música por ter um certo instrumento que faz toda a diferença...

E pra resumir...

"...

Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido...

Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia...

..."

Maresia

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